quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"AMOR,SUBLIME AMOR"

Não tenho muito gosto por musicais no cinema. Algo a ver com o formato, pois gosto de música e de cinema, e acho que os musicais no teatro e mesmo óperas, são coisas mais legais que no cinema. Mas há duas exceções fantásticas: Uma delas é o clássico que atende pelo nome de “West Side Story” e que aqui no Brasil se chama “Amor, sublime amor”. Trata-se do filmaço que arrebatou dez estatuetas do Oscar em 1961, dirigido pelo Robert Wise e coreografado pelo Jerome Robbins, com fantástico roteiro de Ernst Lehman e trilha sonora de Leonard Bernstein e Stephan Sondheim. O filme traz em seu elenco a belíssima Natalie Wood com seus olhos fantásticos, além de Richard Beymer, Rita Moreno, George Charikis e Russ Tamblin. Neste filme, quase tudo é bom, mas o fantástico é a articulação entre o roteiro (uma adaptação de Romeu e Julieta para as ruas e gangues de Nova Iorque) e a expressão corporal ( dança). Revi pela quarta ou quinta vez e não me canso, pois acho que não foi feito nada igual, talvez alguma coisa da trilogia do flamenco, de Carlos Saura.
O outro musical que gosto muito, já mais muderno, é “The Wall” (1982), concebido pelo Roger Waters, dirigido pelo super-diretor Alan Parker e que traz o cantor Bob Gedolf como ator principal, trilha sonora do Pink Floyd e uma incrível articulação do filme com as músicas e o desenho animado.
O que ambos os filmes tem em um comum – são tristes e atuais. Mostram como o amor sucumbe diante de uma realidade social e uma subjetividade repressiva e castradora e o segundo mostra todo o processo depressivo de construção de muralhas entre nós e os outros. São bonitos e doídos, mas não podem deixar de ser vistos !

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