O filme " A teta assustada", uma co-produção peruana-espanhola de 2009, dirigida pela Claudia llosa ( sobrinha do grande escritor Mario Vargas), ganhou o prêmio urso de ouiro em Berlim e foi bastante premiado em Gramado também. É a estória de Fausta, ( a beleza indígena e a atuação de Claudia Solyer é um dos atrativos do filme, sem dúvida) cuja mãe lhe passou uma doença (o medo) através do leite materno ( daí o título, é o nome da doença). O filme se propõe a cobntra a estória do processo através do qual Fausta precisa enterrar sua mãe ( e com ela é claro, o medo e o atraso). Uma idéia interessante, que porém é contada de forma lenta, com uma câmara excessivamente parada, arrastada, como a reforçar um subjetivismo excessivo a meu ver, que conduz muitas das vezes ao sono e a falta de interesse. Quando o filme abre para mostrar a família de Fausta, que vive de organizar festas de casamento em Lima, se torna mais interessante mostrando Lima e uma forma de mistura entre o moderno e o arcaico que certamente nos faz de alguma forma se identificar com aquela realidade. Em matéria de produção peruana, prefiro mil vezes "pantaleão e as visitadoras" que além de engraçado é mais inteligente. "A teta assustada" não é ruim, se você vencer o sono.segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A TETA ASSUSTADA
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Cardo
O filme " A teta assustada", uma co-produção peruana-espanhola de 2009, dirigida pela Claudia llosa ( sobrinha do grande escritor Mario Vargas), ganhou o prêmio urso de ouiro em Berlim e foi bastante premiado em Gramado também. É a estória de Fausta, ( a beleza indígena e a atuação de Claudia Solyer é um dos atrativos do filme, sem dúvida) cuja mãe lhe passou uma doença (o medo) através do leite materno ( daí o título, é o nome da doença). O filme se propõe a cobntra a estória do processo através do qual Fausta precisa enterrar sua mãe ( e com ela é claro, o medo e o atraso). Uma idéia interessante, que porém é contada de forma lenta, com uma câmara excessivamente parada, arrastada, como a reforçar um subjetivismo excessivo a meu ver, que conduz muitas das vezes ao sono e a falta de interesse. Quando o filme abre para mostrar a família de Fausta, que vive de organizar festas de casamento em Lima, se torna mais interessante mostrando Lima e uma forma de mistura entre o moderno e o arcaico que certamente nos faz de alguma forma se identificar com aquela realidade. Em matéria de produção peruana, prefiro mil vezes "pantaleão e as visitadoras" que além de engraçado é mais inteligente. "A teta assustada" não é ruim, se você vencer o sono.domingo, 3 de janeiro de 2010
UM ATO DE LIBERDADE
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Cardo
"Um ato de Liberdade" (Defiance) de 2008 é um filme supostamente baseado em fatos reais, que conta a estória de três irmãos que chefiaram uma comunidade de judeus perseguidos nas florestas da Bielo-Russia. A direção de Edward Zick optou por construir uma versão bem romanceada da realidade, onde são ressaltados combates bastante irreais com doses mortais de heroísmo implausível,e sobrevivência tipo Robinson Crusoé em uma floresta gelada, contando com a atuação correta do 007, Daniel Craig. É um filme assistível se você não quiser nada com a história e coma realidade, uma espécie de Lista de Schindler sem o Spielberg ( talvez os judeus da Bielo-Rússia não tenham o mesmo status...)Enfim, cinemão um pouco melhor que a média que tem sido produzido, e que não faz mal nenhum em ver sem pretensão alguma.sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
TEMPOS DE PAZ
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"Tempos de paz" é a transposição para o cinema de uma peça de Bosco Brasil que fez bastante sucesso " Novas diretrizes para tempos de paz". Na verdade ainda funciona mais como teatro do que como cinema, sendo a parte externa ao trabalho dos dois principais atores, quase dispensável. Ultrapassada esta questão, é um bom filme ou peça, que como informa ao final, acaba funcionando como homenagem a artistas e intelectuais que por conta da guerra vieram para o Brasil. O desempenho dos protagonistas Dan Stulbach (mais teatral que cinematográfico) e Tony Ramos ( mais cinematográfico) é excelente e traz para o debate uma série de questões importantes principalmente sobre a sobrevivência e a moral. Acho a estória construída em cima do personagem do Daniel Filho (que também é diretor) também dispensável e meio desconectada, mas nada que afaste a possibilidade de belos momentos de encenação positivamente teatral.quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A BATALHA DE SEATTLE
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Trata-se de um bom filme de 2007, do ator irlandês Stuart Towsend, aqui fazendo o papel de diretor e roteirista, de um filme militante. Quase que um documentário, o filme fala dos conflitos nas ruas de Seattle por ocasião dos protestos contra a reunião da OMC em 1999. O filme conta com excelente direção, boas cenas, a atuação competente de vários atores entre eles, Woody Harelson ( muito bom!), Ray Lliotta ( também está bem) Charlize Theron e Michelle Rodriguez, e trata com competência de um assunto interessante, mostrando aspectos políticos e subjetivos inclusive da repressão. Valeu !2001 - Uma Odisséia no Espaço
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Aproveitei o último dia do ano, para rever um clássico "2001- Uma Odisséia no Espaço" de 1968, do Stanley Kubrick, com roteiro do próprio e do Arthur Clarke. Quando vi o filme no cinema, década de 70, ainda não havia a categoria de "cult", mas este deve ter sido um dos primeiros. Um misto de fantástico e soberbo e chato. Muitas foram as piadas, todas enfatizando um roteiro que muito pouca gente entendeu na época, e as explicações que arrumaram para o monolito. É uma das mais formidáveis associações de imagem e som do cinema, a meu ver. Algo comparável a "Fantasia" dos estúdios Disney. Achei o filme melhor agora (a estória fez mais sentido) do que na época em que vi, embora com as limitações da uma tela menor ( som e imagem). Ainda assim continua imperdível, bonito, soberbo e chato. Em matéria de ficção científica, confesso que não é minha praia, nem mesmo com a avalanche de efeitos que separaram estes quarenta anos conseguem fazer algo tão bom. Valeu 2009 !sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
À DERIVA
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Trata-se de um filme nacional de 2009, do diretor Helio Dhalia, do aclamado " O cheiro do ralo", com produção da O2 ( nossa, a gravação de som continua horrível ) com um bom elenco (o francês Vicent Cassel e a Debora Bloch estão bem no filme) e uma estória interessante que trata de um casal em crise e a percepção de sua fiha adolescente. Infelizmente, o lado bom acaba e o filme, se apresenta meio chato e monótono em alguns momentos e até mesmo a trilha sonora contribui um pouco, Há belas imagens de paisagens e só. Dá prá ver, com um pouco de paciência, mas está bem abaixo da expectativa deixada pelo diretor.quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
CHE - PARTE DOIS
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Cardo

Na parte dois do "épico" sobre o Che, Steven Soderbergh se superou - conseguiu fazer um filme mais chato do que a parte um. De bom, o filme só tem mesmo, mostrar a equivocada opção política foquista, que mesmo sem um apoio organizado dos partidos e organizações de massa, se colocou em uma ação revolucionária temerária. Não dá nem para dizer que mostrar isto seja um dos objetivos do filme. O roteiro e a direção ficam no meio do caminho entre documentar e romantizar e acaba não fazendo nem uma coisa e nem outra, mostrando em sua maior parte um jogo delirante de movimentações sem sentido nas matas - jogo de gato e rato com final conhecido, o que não dá normalmente um bom filme. Também não é um filme de atores. O primeiro é bem melhor, principalmente por ser um melhor documentário, sem chegar a ser algo recomendável.
domingo, 13 de dezembro de 2009
NOTORIUS
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Notorius (2009) é um filme sobre Cristhoper Wallace ( The Notorius BIG) um cantor de rap norte-americano, oriundo do Broklin, que foi assassinado em 1997, quando tinha 24 anos de idade. O filme começa meio clichezão, sem ser ruim, filho de mãe solteira, envolvimento com tráfico de drogas e por aí vai. depois vai melhorando e trazendo detalhes tanto do ponto de vista mais subjetivo (relacionados com o sucesso e o poder) como históricos, com detalhes que fugiam do meu conhecimento, como uma espécie de grande conflito (sedimentado pela imprensa) entre rappers da cosata leste e costa oeste, e que aparentemente tiveram a ver com a morte do artista. Também desconhecia o envolvimento deste artista com a morte de uma espécie de ícone do cenário negro norte-americano dos anos 90, o ator Tupac Shakur. É um filme que conta bem a estória e informa, principalmente para aqueles mais antenados com o rap. Vale a pena, sem falar na beleza da Angela Basset (única que conhecia) no papel da mãe do artista e mais as estonteantes Naturi Naughton (Lil Kim) e Antonique Smith ( Faith Evans).
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