sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

AGENTE 86


Ainda na seção "Saudade não tem idade" será lançado nos EUA ( previsão junho de 2008) o filme sobre o agente 86, dirigido por Peter Segal, e estrelado por Steve Carell ( Do Saturday dos bons tempos) e por esta beleza chamada Anne Hathaway no papel de 99 e mais o Alan Arkin no papel de Chefe. É muito difícil fazer filme de comédia, mas se o cinema conseguir passar um pouco da divertida série de TV, vai ser engraçado, sem dúvida. Se vc quiser vá no You Tube ver o trailer, que já dá mostras de que vai dar prá rir um bocado. Os norte-americanos conseguem fazer ( também pela quantidade, pois acaba saindo qualidade em meio de muita merda ) uma série de "comédias de situação" bastante engraçadas, mas como a gente pode ver aqui no Brasil, com "os normais" e " a grande família", nem sempre é fácil transformar estes produtos televisivos para o cinema. Há algo no tipo de humor ( talvez) ou na exposição excessiva, ou mesmo no desempenho dos atores, que deixa a desejar. Outra armadilha é quando o filme de humor faz sucesso, aí vem " o retorno do agente 86" e por aí vai.....fui.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

'ACERTO FINAL"

Não foi pelo Jack Nicholson que eu vi o filme, embora ninguém tenha dúvida de que ele é um excelente ator. Na verdade, como já me referi, acho que ele é fantástico, mas está quase sempre fazendo o mesmo papel, tipo uma marca que ele criou. Neste filme não é diferente, e há até mesmo uma cena emocionante em que ele tem uma crise de choro. Na verdade eu procurei ver o filme pela direção do Sean Pean, que desde que vi o filme curta que ele fez sobre o 11 de setembro e as torres gêmeas, passou a figurar para mim como genial na direção (embora também seja um bom ator). O filme "Crossing guard”, no original (1995) não é tão bom assim, embora dê para ver numa boa. A idéia é excelente. Jack é um joalheiro que espera por mais de cinco anos, o homem que atropelou e matou por dirigir bêbado, sua filha pequena, sair da cadeia para matá-lo e neste meio tempo perdeu o casamento (com a Angélica Houston, claro) e leva uma vida meio assim assim...O motorista bêbado é feito muito bem pelo David Morse, mas o filme se perde do meio para o final, que é especialmente ruim. Fica a impressão que a genialidade do Sean Pean na direção (acho que até o argumento é dele) foi construída com muito trabalho, o que é ótimo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

"PIAF-UM HINO AO AMOR"

Enquanto não vem a postagem do grande ganhador do Oscar “Onde os fracos não tem vez”, que eu transformei em “ Onde os brutos não tem vez” em uma postagem abaixo, vamos a outro vitorioso, ou melhor, vitoriosa, “Piaf- Um hino ao amor”. Assim como há atores que parecem estar sempre desempenhando a si mesmos, há outros que se transfiguram no papel e assim parece ser Marion Cotillard, a vencedora do Oscar, como melhor atriz. A biografia de Edith Piaf por si só já dá uma boa estória, mas o filme dirigido por Olivier Dahan (já tem em DVD) é bem feito (talvez um pouco longo, principalmente no final) e dele sobressai mesmo o desempenho da atriz, que consegue passar muito bem todo o sofrimento que estava sempre estampado na cantora, mesmo quando sorria. A relação dela com o amor, e principalmente com a falta e a perda do amor, fica forte no desempenho da brilhante atriz, que ganhou quase todos os prêmios para melhor atriz disponíveis no mercado de prêmios este ano.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

"DOGVILLE"

Claro, hoje é o dia do Oscar, uma festa para a indústria do cinema, mas sobre isto certamente muitos falarão por aí. Dogville é uma produção de 2003, dirigida por Lars Von Triers, e estrelada pela Nicole Kidman. Além dela, o Paul Bettany (que faz muito bem o papel de Tom), o James Caan ( também magistral embora em pequena (temporal) participação como gangster/pai), Lauren Bacal, e outros..Não poderia deixar de falar um pouco sobre a Nicole. Não é só pela beleza (estonteante) mas pelo desempenho (brilhante) e principalmente pela coragem de fazer papéis e filmes que fogem do tradicional e dos confortáveis blockbusters do mercado ( não deixa de ver o desconfortável “ A Pele” também já em DVD). Voltando ao filme, trata-se de uma produção polêmica, que muitas críticas consideram não como cinema, mas como teatro filmado, pois o filme todo é concebido em uma cidade cenográfica, desenhada no chão. Evidentemente não é cinema, pelo menos no sentido tradicional da substância e forma, mas ultrapassada esta questão e considerando que se trata de um filme colocado como cinema, é uma obra de arte fantástica sobre o ser humano e alguns de nossos sentimentos, por pior que isto possa parecer. O filme diz muito sobre a dificuldade que muitos de nós ( eu) temos de dizer não e nossa vontade de sermos aceitos e queridos, e também sobre nossa arrogância e falta de humildade, disfarçadas em compreensão (superior). Mais ainda, fala sobre nossa dificuldade em exercer o poder e muita coisa mais. O cineasta e diretor, foi u dos expoentes do movimento Dogma, na década de 90, que pretendia questionar os rumos da indústria cinematográfica. Este movimento, de origem nórdica, a que já me referi no post sobre Joana D’Arc, estabeleceu algumas regras para uma produção cinematográfica mais naturalista e criou uma espécie de instituição que existe até hoje, mas cujos resultados são muito pouco conhecidos e divulgados.As regras do Dogma 95, também conhecidas como “voto de castidade”, são:

  1. As filmagens devem ser feitas em locais externos. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).
  2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá ser utilizada a menos que ressoe no local onde se filma a cena).
  3. A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos - ou a imobilidade - devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar).
  4. O filme deve ser em cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há muito pouca luz, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera).
  5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.
  6. O filme não deve conter nenhuma ação "superficial". (Homicídios, Armas, etc. não podem ocorrer).
  7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (Isto significa que o filme se desenvolve em tempo real).
  8. São inaceitáveis os filmes de gênero.
  9. O filme deve ser em 35 mm, padrão.
  10. O nome do diretor não deve figurar nos créditos.

Os realizadores devem enviar cópias de seus filmes à entidade que gerencia o Dogma 95 e submetê-los à avaliação. Caso aprovado e verificado que o voto de castidade foi cumprido, os seus autores recebem o Certificado Dogma 95.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

'ROMANCE E CIGARROS"

Ainda no difícil ramo dos musicais e cosiderando a contemporaneidade dos irmãos Coen, que estão concorrendo ao Oscar com o filme "Onde os brutos não tem vez (aguarde postagem), vale a pena ver, se você quiser apenas um entretenimento agradável e divertido, o filme " Romance e Cigarros", escrito e dirigido pelo excelente ator, Jonh Torturro e produzido pelos brothers Coen. Um excelente elenco feminino, com destaque para a Susan Sarandon (engraçado como alguns atores, como ela,Jack Nicholson e o nosso Lima Duarte, cabam quase sempre fazendo o papel deles mesmos, ou da marca que criaram) e a Kate Winslet e com o impagável Cristopher Walken, como destaque masculino,fazem do musical, criado em cima das letras de músicas pop americanas, uma divertida estória de casamento, traição, e arquétipos da relação entre homem e mulher, incluindo o sexo é claro, com direito a citações de filmes e músicas. Não é brilhantge, não é de morrer de rir, mas é engraçado e funciona bem, sendo talvez um pouco americano demais. O ator principal é um dos astros da série de TV Família Soprano, e não sei se isto fez bem ao filme, que inclusive teve problemas de distribuição.O assunto musicais, me fez lembrar dos "setentões", Godspell,Hair, Tommy e Horizonte Perdido, mas vou deixar as reminiscências para outra postagem.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Speed Racer: um trailer...

Literalmente esquentando os motores...




Rick comentou em meu post anterior, citando o anime/mangá Speed Racer... e lembrei que o filme, com atores, dos Irmãos Wachowski (mais conhecidos como os criadores da Trilogia Matrix) estréia em maio deste ano, lá nos EUA...

E este filme, a julgar pelos boatos e pelo trailer acima, promete...

Vou juntar a informação que tenho em um post, nos próximos dias...

Uma apresentação e... Akira

Bem, fui convidado por Rick a participar deste blog, e agradeço...

Não sei se sou a "cara" da casa mas vou me esforçar, e para ser diferente, vou procurar citar filmes não lançados...

Vamos começar por um filme baseado em quadrinhos, ou para ser mais exato, em mangá (japonês)...

Você imagina qual será o grande filme de ficção científica do verão norte-americano de 2009? Há grandes chances de ser a versão "live-action" (com atores) do pós-apocalítico Akira, clássico do quadrinho japonês, que será "executivamente produzido" pelo criador da série original, Katsuhiro Otomo...

A adaptação em dois longas, da série em seis partes do mangá sobre o jovem que se torna uma mega-arma, será a estréia do irlandês Ruairi Robinson como diretor.

akirabike.jpg

Akira foi lançado originalmente em mangá, há vinte e seis anos, e a história saiu por oito anos na revista japonesa Young, tendo sido publicada duas vezes nos EUA, pela Marvel Comics nos anos 1990 e pela Dark Horse no início desta década, e no Brasil, entre 1990 e 1997 (38 edições) pela editora Globo.

A história gira em torno de Shotaro Kaneda, líder de uma gangue de motociclistas, cujo cujo ex-melhor amigo e agora inimigo, Tetsuo Shima e o personagem-título Akira (uma criança criogenicamente preservada) causaram a destruição de Tóquio e o início da Terceira Guerra Mundial décadas antes, e precipitando a criação da metrópole ultramoderna, Neo-Tóquio.

Junte à receita, organizações secretas militares, terroristas e oficiais governamentais corruptos (que nos pode lembrar certo governo, situação e personagens de certo país ao Norte) e você verá o tipo de épico que a Warner Bros com certeza espera que irá capturar corações e mentes do público de forma similar ao modo que Matrix o fez, antes...

Para os fãs de Manga entre nós, sempre haverá o Anime.

WB vai produzir 'Akira' (Inglês) [Variety], via io9.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"AMOR,SUBLIME AMOR"

Não tenho muito gosto por musicais no cinema. Algo a ver com o formato, pois gosto de música e de cinema, e acho que os musicais no teatro e mesmo óperas, são coisas mais legais que no cinema. Mas há duas exceções fantásticas: Uma delas é o clássico que atende pelo nome de “West Side Story” e que aqui no Brasil se chama “Amor, sublime amor”. Trata-se do filmaço que arrebatou dez estatuetas do Oscar em 1961, dirigido pelo Robert Wise e coreografado pelo Jerome Robbins, com fantástico roteiro de Ernst Lehman e trilha sonora de Leonard Bernstein e Stephan Sondheim. O filme traz em seu elenco a belíssima Natalie Wood com seus olhos fantásticos, além de Richard Beymer, Rita Moreno, George Charikis e Russ Tamblin. Neste filme, quase tudo é bom, mas o fantástico é a articulação entre o roteiro (uma adaptação de Romeu e Julieta para as ruas e gangues de Nova Iorque) e a expressão corporal ( dança). Revi pela quarta ou quinta vez e não me canso, pois acho que não foi feito nada igual, talvez alguma coisa da trilogia do flamenco, de Carlos Saura.
O outro musical que gosto muito, já mais muderno, é “The Wall” (1982), concebido pelo Roger Waters, dirigido pelo super-diretor Alan Parker e que traz o cantor Bob Gedolf como ator principal, trilha sonora do Pink Floyd e uma incrível articulação do filme com as músicas e o desenho animado.
O que ambos os filmes tem em um comum – são tristes e atuais. Mostram como o amor sucumbe diante de uma realidade social e uma subjetividade repressiva e castradora e o segundo mostra todo o processo depressivo de construção de muralhas entre nós e os outros. São bonitos e doídos, mas não podem deixar de ser vistos !

domingo, 17 de fevereiro de 2008

' TROPA DE ELITE"

Há uma tendência meio ufanista a considerar que a premiação de um filme brasileiro é sempre e automaticamente uma marca de valor. É e não é! Evidentemente, a premiação de um filme de um país quase sem tradição na produção cinematográfica de qualidade, não é algo de se jogar fora, e que certamente significa muito para o filme e para a indústria cinematográfica do país. Também não é de se jogar fora, a premiação em um festival como Berlim, onde as pressões comerciais são menos sentidas que em outros festivais, e muito menos se considerarmos que o júri era presidido pelo cineasta Costa Gravas. Agora, sobre o filme em si, que revi em homenagem ao prêmio, continuo com a mesma sensação – é um filme bem feito, mas que carrega uma ideologia negativa de valorização da violência, na medida em que o único personagem não caricato, é o que expressa esta mensagem de violência, que se afirma inclusive no final para o personagem mais popular (o aspirante Matias). Trata-se da ideologia fascista. Lembrando de que o último filme brasileiro a ganhar este prêmio (o urso de ouro) foi “Central do Brasil”, não posso deixar de lembrar que aquele filme tinha dois conjuntos de cenas que me incomodavam muito: O assassinato de um ladrão na estação e todas as referentes ao tráfico de crianças. As duas cenas são totalmente irreais e contribuem para uma imagem meio folclorizada da questão da violência e da criminalidade no Brasil. “Tropa de Elite” mantém esta tendência de folclorizar a criminalidade e a corrupção policial e pior, apontar falsas soluções, como se o BOPE não fosse parte da instituição policial, ou se o problema fosse apenas de fundo moral. Bom, esta crítica é apenas uma visão, e de alguém que tem um comprometimento muito forte com esta questão policial e da criminalidade. No mais o filme é bem feito, e os desempenhos do Wagner Moura, do Caio Junqueira (Neto), do Milhem Cortaz (Cap. Fábio) muito bons. Em matéria de realismo o filme deixa a desejar e prefiro o excelente documentário “Notícias de uma guerra particular” do João Moreira Salles, que aliás revelou um dos autores do enredo e roteiro, o ex-capitão do BOPE, Rodrigo Pimentel. Ao rever o filme não pude deixar de fazer a associação com os recentes discursos do Bush justificando a tortura em suas prisões, na “guerra contra o terrorismo”- é sempre assim que começa – um inimigo, uma guerra e a supressão da lei e do direito,com o respaldo da manipulação do sentimento popular.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Um Dia de Cão (1975) e Rede de Intrigas (1976)


Há poucos dias revi esses dois filmes do grande Sidney Lumet.
O primeiro - Um Dia de Cão - conta à história de dois caras que ficam cercados pela polícia, em um banco, que tentavam assaltar e tem que usar os funcionários como reféns. Baseado em fatos reais, o filme narra o desenrolar das negociações entre os assaltantes e primeiro a polícia de Nova Iorque e depois o FBI.
Durante o episódio que durou horas, um dos assaltantes - Sonny ( Al Pacino), que queria o dinheiro do assalto para pagar uma operação de mudança de sexo para seu companheiro - acaba ganhando a simpatia da multidão que se aglomera fora do banco e até de parte da comunidade gay de Nova Iorque.
O segundo, Rede de Intrigas, narra a história de um veterano apresentador de telejornal, que por sucessivos baques psicológicos, tem um surto em pleno ar, e comunica aos surpresos telespectadores que irá cometer suicídio, no próximo telejornal.
O apresentador que antes amargava baixos índices de audiência e seria demitido, passa a ser visto como a "galinha dos ovos de ouro" da emissora. Um executivo, influenciado por uma ambiciosa produtora, resolve investir em um "show de horrores", tendo o veterano jornalista como chamariz.
Ambos os filmes, realizados na década de 70, demonstram uma independência e crítica política e social, rara na Hollywood de hoje.
Se Um Dia de Cão, é uma espécie de porta voz das parcelas marginalizadas da população: ladrões, desempregados e homossexuais, aborda ainda a violência e inépcia policial. Rede de Intrigas, vai mais além, é uma crítica contundente e até mesmo visionária à televisão.
Dois filmes obrigatórios, Um Dia de Cão e Rede de Intrigas, estão entre os melhores filmes do diretor Sidney Lumet , que em recente entrevista, aos 82 anos, declarou:
"Eu fiz mais de 40 filmes. Não tenho do que reclamar. Mas não faço vista grossa para os problemas de Hollywood. O que me assusta no cinema hoje é a compra dos estúdios pelas grandes companhias, como a General Electric. Eles tratam cinema apenas como um negócio. Um negócio milionário".

"ENTRE O CÉU E O INFERNO"


Nem só de elogios vive nossa konversa. O título em Português é um daqueles primores de interpretação livre, para o original “Black Snake Moan”, uma produção de 2006/2007, que confesso, assisti por dois motivos principais: Os atores, Cristina Ricci e Samuel L. Jackson e uma certa referencia ao Blues. Nem a presença do Justin Timberlane (acho que é assim que se escreve) entre os atores(?) me assustou. Mas o filme é ruim. Ideologicamente ruim, pois há várias referencias ao sexo e a mulher como algo do demônio. A sinopse fala de um fazendeiro negro, que era um guitarrista de blues e que foi abandonado pela mulher, que fugiu com o irmão dele e que tenta "exorcizar" uma jovem ninfomaniaca rebelde. O final do filme é o pior, mas ele todo é um primor de mau acabamento, deixando vc na mão sem saber o que realmente se quer dizer com aquilo. A Cristina Ricci é uma excelente e corajosa atriz, porém está se especializando em papéis “down” o que é ruim também, pois acaba ficando uma caricatura. Não perca seu tempo e vá direto ver “ Geração Prozac” ( “Prozac Nation”) em que ela está maravilhosa. O Samuel L. Jackson tem mais filmes bons na bagagem, mas nada igual a“ Pulp Fiction". Há umas cenas com um bluesman antigo, Son House, e o título e a obra devem ter algo a ver com ele, e talvzez alguma música sua, mas vá lá se saber o que....

sábado, 9 de fevereiro de 2008

O DITADOR


“O Ditador” é uma produção de 2005, baseada em romance de Mario Vargas Llosa ( autor de outro romance cinematográfico muito bom “ Pantaleão e as Visitadoras”) chamado “ A Festa do Bode”. A princípio fiquei com certo receio pois há muitos roteiros batidíssimos sobre o tema, mas confesso que a presença no elenco da Isabella Rosselini me animou e não me arrependi. A trama gira em torno da volta do personagem da musa, uma advogada bem sucedida em Manhattan, para sua República Dominicana natal, onde se defronta com o passado da Ditadura de Trujillo e com o papel exercido por seu pai na mesma. Não é entretanto, só política, há um drama subjetivo na relação com o pai, que conjugado com o desempenho da atriz, chega a emocionar. O Diretor é Luis Llosa, primo do escritor e vale a pena destacar também o desempenho do veterano ator Cubano/Norte Americano Tomas Millian como o ditador Trujillo. Vale a pena.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

V DE VINGANÇA


Confesso desde já que não sou e nunca fui um fã de histórias em quadrinhos. Li muitas, como todo mundo, mas estou longe de ser considerado um aficionado pelo gênero.Ainda mais se considerarmos o mundo das HQs modernas, sérias, que na globalização de hoje alguns chamam de “graphic novels”. Confesso ainda, que até recentemente, pouco contato tinha com os expoentes desta arte. Até que na faculdade de Artes, fui apresentado a “Will Eisner” e “Frank Miller”, e como não podia deixar de ser, assisti ao filme “SIN CITY” (uma produção de 2005 do Robert Rodriguez e do próprio Frank Miller) que achei interessante como cinema,e que meus amigos garantem que é bastante fiel aos quadrinhos. Desde já, esclareço que meu gosto pelo estilo parou por aí e não vi até hoje “300 de Esparta” que também é uma adaptação de história do Frank Miller. Só para não deixar de falar ele também trabalhou no roteiro do melhor Batman, que é o do Tim Burton.

Mas voltemos ao tema. Agora, acabei de ver V DE VINGANÇA, um filme baseado nos quadrinhos de Alan Moore e David Lloyd , publicados na Inglaterra na década de 80, e que foi produzido em 2005 pelos já famosos irmãos Wachowski, responsáveis pela trilogia MATRIX. Gostei muito do filme, embora os amigos aficionados digam que não é tão fiel aos quadrinhos. Não importa. É uma história sobre uma Inglaterra do futuro, no estilo 1984 de Orwell, e o filme mistura crítica política de alto nível, com um bom roteiro, e é claro a Natalie Portman.Há um pouco da pretensão (não totalmente ruim) característica dos brothers de dar um tratamento filosófico para a discussão sobre a liberdade e a violência. Mas é bem legal, e principalmente porque estou nadando em uma praia que não é a minha e desconfio que há até uma certa barreira de gerações. Aqui no Brasil, enxerga-se mais a influência destas graphics novels entre o pessoal de São Paulo (acho até que tem a ver) como no filme CIDADE OCULTA (1986) Inspirado nos quadrinhos de Will Eisner e estrelado pela Carla Camuratti e com a presença do Arrigo Barnabé, de quem já vi ( em 2003 ou 2004) uma ópera-pop “O Homem dos crocodilos- um caso clínico em dois atos” em que o libreto era em formato de HQ. Para finalizar este extenso e trabalhoso post, a informação de que o filme SPIRIT (nada a ver com corcel) baseado na obra de Eisner e com direção do próprio Frank Miller está com lançamento previsto para 2009. Valeu, vou parar por aqui se não acabo falando de “ANIME”.