Com o pretexto de contar um pouco da estória da gravadora Chess Records, o filme acaba por fazer um pouco a estória do Rock'n Roll, centrada em personagens especiais como Muddy Waters, Hollin Wolf, Little Walter, Chuck Berry e Etta James, além é claro do empresário Leonard Chess ( vivido muito bem pelo Adrian Brody de "O pianista". A narrativa é muito boa, reunindo questões pessoais como os conflitos que eles viviam em suas vidas e o contexto social de racialização, passando desde Alain Lomax e as gravações de Muddy Waters ainda na zona rural, até a invasão britãnica com os Rolling Stones, passando pelos DJs que deram sustentação aos Race records e depois ao Rock, sem deixar de mencionar a tentativa de branqueamento. Uma estória sem heróis desde o começo, mas que retrata o surgimento de algo que representa muito, e o filme trata disto, na abertura das mentes e principalmente no processo de integração racial. A trilha sonora, é claro, é soberba. A direção e o roteiro da talentosa Darnell Martin, e ainda tem o aperitivo da Beyoncé fazendo o papel da Etta james, e cantando, como sempre muito bem ( melhor do que atuando). Não deixe portanto de ver! domingo, 28 de junho de 2009
CADILLAC RECORDS
Com o pretexto de contar um pouco da estória da gravadora Chess Records, o filme acaba por fazer um pouco a estória do Rock'n Roll, centrada em personagens especiais como Muddy Waters, Hollin Wolf, Little Walter, Chuck Berry e Etta James, além é claro do empresário Leonard Chess ( vivido muito bem pelo Adrian Brody de "O pianista". A narrativa é muito boa, reunindo questões pessoais como os conflitos que eles viviam em suas vidas e o contexto social de racialização, passando desde Alain Lomax e as gravações de Muddy Waters ainda na zona rural, até a invasão britãnica com os Rolling Stones, passando pelos DJs que deram sustentação aos Race records e depois ao Rock, sem deixar de mencionar a tentativa de branqueamento. Uma estória sem heróis desde o começo, mas que retrata o surgimento de algo que representa muito, e o filme trata disto, na abertura das mentes e principalmente no processo de integração racial. A trilha sonora, é claro, é soberba. A direção e o roteiro da talentosa Darnell Martin, e ainda tem o aperitivo da Beyoncé fazendo o papel da Etta james, e cantando, como sempre muito bem ( melhor do que atuando). Não deixe portanto de ver! sábado, 27 de junho de 2009
VENTOS DA LIBERDADE

domingo, 21 de junho de 2009
PARANOIA AMERICANA
"Paranóia Americana" ( Civic Duty-2006) não é um filme ruim. Os atores poderiam ser melhores e o roteiro também, mas não chegam a ser ruins. O que mais gostei foi da direção, que consegue dar um bom ritmo ao filme, com criativos planos e filmagens. Quando peguei para ver, fiz com certa má vontade, pois achei a estória parecida com o filme " Land of Plenty" de 2004, do Win Wenders, que dá conta de forma criativa desta "paranóia" pós setembro de 2001, nos Estados Unidos. O roteiro tem problemas, na construção de pelo menos uma cena inverossímil ( quando o personagem principal entra na casa do suspeito, que teria deixado a porta aberta) além da parte final do filme, que a meu ver deixa a desejar, mas o esforço dos atores e a direção suparem umpouco estes problemas e até constroem um filme de ação interessante.O ator Peter Krause, egreso da TV se esforça bem, e além dele, o agente ( Richard Schiff) e o suspeito ( Kaled Abol Naga - ator egípcio) fazem boa performance, porém o melhor é anotar o diretor Jeff Renfroe, que ao que parece pode construir uma bela carreira.sábado, 20 de junho de 2009
O LEITOR
domingo, 14 de junho de 2009
BETTIE PAGE
"The Notorius Bettie Page" é um filme de 2005, dirigido e roteirizado por Mary Harron, que trata da vida da modelo fotográfico e "pin up" dos anos 50, que viveu no imaginário da década, representando uma concepção de liberação que se chocava com a mentalidade hipócrita e conservadora norte-americana dos anos do pós-guerra. O filme não é ruim, e se apoia bastante no desempenho fabuloso da atriz Gretchen Mol que não só fisicamente, mas também compõe muito bem o lado psicológico da personagem que entremeia beleza e sensualidade com uma certa ingenuidade por vezes inacreditável. A atriz que já desempenhara muito bem um papel secundário em "Arte,Amor e Ilusão" ( The Shape of Things") filme que eu considero um dos melhores que assisti ultimamente, dá um banho neste. Senti um pouco de falta de um maior contexto social, que poderia ser melhor explorado, tanto no que se refere a uma degradação familiar pós crise de 29, até na cruzada anti-pornografia que o presidente do Senado da época levantou. Mas ainda assim vale muito a pena ser visto.sábado, 13 de junho de 2009
CONTROLE
É um filme inglês de 2007, com roteiro de Matt Greenhalg baseado no livro da ex-esposa do vocalista Ian Curtis, da banda inglesa Joy Division, que se suicidou em 1980. Um elenco desconhecido, com algum destaque para a atriz inglesa Samantha Morton que faz a própria Deborah Curtis.Confesso que antes de ver o filme tinha pouquíssimo conhecimento sobre o som do conjunto, e apenas depois fiquei sabendo que se tratava dos antecessores do "New Order" do qual já ouvi alguma coisa (e não gosto, diga-se de passagem). Mas não interessa, o filme é bastante razoável e consegue passar bem uma imagem real de adolescentes que nos anos 70, apenas tinham a sensação de desconforto com a civilização, mas sem nenhuma substância e reflexão, apenas um mergulho profundo em suas próprias subjetividades, que depois nos anos 80 e 90 ( que o personagem não conseguiu experimentar) gerou uma geração de superficialidades e ausencia de sentidos e sonhos, que ainda hoje deixa tantos reflexos sociais e individuais. Acho que o filme acaba revelando a incompatibilidade flagrante entre a música punk e algumas influências do personagem como Jim Morrison do The Doors e o próprio David Bowie, e para mim, uma depressão gerada pela imaturidade em lidar não apenas com o sucesso (o que nada tem de novidade em termos de Rock) mas também com o casamento e com a doença ( epilepsia). O filme deixa espaço para grandes reflexões pela sua temática tão perto de nós e consegue ser um bom entretenimento.terça-feira, 9 de junho de 2009
O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON
Tem certos filmes em que a expectativa é tão grande que estraga...É o meu caso com este filme de 2008 do diretor David Fincher e do roteirista Eric Roth, que não por acaso também foi roteirista de Forrest Gump, filme que tem certas similitudes com este, especialmente algumas reflexões sobre a passagem do tempo....Achei o filme sonolento em muitos trechos, e não obstante a caracterização do Brad Pitt, não se trata de um filme de atores. O resultado final é bem menor do que eu achava que seria...Acho que algum problema com a direção, talvez, que dá um ritmo lento demais...Acho que é um filme que eu não veria de novo e nem sei se recomendaria....O engraçado é que muitas pessoas que eu conheço viram e gostaram, o que talvez denote memso que minha expectativa estava alta.......segunda-feira, 8 de junho de 2009
O LUTADOR

sábado, 30 de maio de 2009
A TROCA
O filme "Changeling" (2008) dirigido por Clint Eastwood, se baseia em fatos reais, e em um bom roteiro. Mais do que isto, na boa representação da Angeline Jolie, que de forma impressionante, consegue passar sensualidade misturada com sofrimento e arrebata o filme. Além do desempenho da atriz, também os demais do elenco, que funcionam mais como apoio ( talvez com a exceção do Jonh Malkovich) são bons e neste caso fica claro o peso do trabalho do diretor. É um bom filme, sem dúvida alguma, talvez um dos melhores da Angeline Jolie.Queime Depois de Ler
Alguns acham que "Burn after reading" (2008) dos irmãos Coen é um "besteirol"..., já eu acho que é uma típica "chanchada", mas certamente os diretores pretendiam uma sátira. Não deixa de ser, mas é uma sátira boba, que pretende ridicularizar ( tema do gosto norte-americano) os órgãos de informação dos EUA ( aqui, não sei bem porque, a gente leva este "povo" mais a sério, resquícios da ditadura militar). O elenco é de primeira grandeza, sendo que alguns atores, como o Brad Pitt ( excelente) a Frances Mc Dormand e o Jonh Malkovich ( é claro) ressaltam dos demais,pois são excelentes para o tipo de filme. Já o George Clooney faz um papel ridículo, com um desempenho péssimo que deve ser um dos piores de sua carreira. Em matéria de sátira pouco reflexiva, os hermanos do norte são melhores nos sitcons televisivos, ficando o filme a desejar. Dá prá ver ? Dá, mas na falta de coisa melhor para fazer.... Um ou outro sorriso, e só, é muito pouco para tantos astros e estrelas, fora a esperança de algo melhor dos diretores pós-Oscar.terça-feira, 12 de maio de 2009
TOMMY
"Tommy" é o filme de 1975 de Ken Russel, baseado na ópera-rock do grupo inglês "The Who". Como musical tem defeitos e qualidades,como por exemplo a inconsistencia de muitas das falas cantadas e acaba por ser um filme mediano. Ressalta a criatividade na filmagem e na composição de algumas cenas, com absoluto destaque para aquela que foi cortada quando o filme passou no cinema, que é o culto à Marilyn Monroe. O roteiro cai um bocado após a cura do personagem e vira algo entre a comédia e o discurso direto, salvando-se sempre, porém, pela excelente trilha sonora e pela capacidade que tem de expressar um momento histórico cultural que evidentemente já passou. A boa atuação da Ann-Margret e a curiosidade pelo desempenho dos convidados especiais Elton Jonh e Jack Nicholson também são ingredientes valorizados. Valeu re-ver!domingo, 10 de maio de 2009
O REI DA COMÉDIA
" The King of Comedy" (1982) é um clássico do cinema para mim. Entretenimento e muita ( muita ) reflexão. Meus filhos acham uma chatice, este filme do Martin Scorcese, com roteiro de Paul Zimmerman, que foge aos próprios padrões do diretor e apresenta além do roteiro, as brilhantes atuações de Robert De Niro ( fabuloso) e do Jerry Lewis em um dos raros papéis sérios de sua carreira, além da Sandra Bernhard também muito bem. Pensar sobre o sucesso, o vazio na vida das pessoas, o entretenimento enquanto negócio e de certa forma a loucura e a imaginação, com humor e ironia é o conjunto de ingredientes desta obra prima, que antevê os vazios anos seguintes, se bobear até hoje e lá vai fumaça, mas com muito sucesso sempre.terça-feira, 5 de maio de 2009
FELIZ NATAL
Não sei se conceituar um filme “Cult” é tão simples como identificar um. Acho que de uma maneira geral, um filme “Cult” é aquele em que a função entretenimento é deixada de lado em face de outras funções tais como a propagação de uma ou mais idéias ou conceitos, experimentalismos e catarses, desempenhos e por aí vai....Muitas vezes os próprios produtores, diretores, atores, e demais envolvidos na confecção do produto, assumem uma atitude “Cult”, ou seja, de deixar para lá o entretenimento e o próprio público e se voltar para uma obra “autoral” demais que pode passar por incompreensível ou de difícil compreensão e quase sempre chata. Porém, na maior parte das vezes os envolvidos na confecção do produto estão preocupados com o entretenimento e o público, mas não querem ou não aceitam fazer algo dentro dos rígidos parâmetros do entretenimento atual, que despreza qualquer forma de qualidade ou reflexão. Estes produtos são taxados de “Cult” de fora prá dentro, uma vez que são identificados como dissonantes da tendência do mercado e da formação cultural da sociedade de consumo em que vivemos, mas não correspondem a um desejo de ser “Cult”.
De uma maneira geral os filmes “Cult” tem temáticas reflexivas, sendo que as motivações subjetivas e comportamentais são um “prato cheio” que provoca ânsias de vômito naqueles que não querem pensar e que acham que entretenimento é sinônimo de idiotice. Mas o principal no filme “Cult” e que muitas das vezes afasta muito mais o público do que as temáticas é o tratamento formal, que sempre deseja fazer algo diferente do padrão estabelecido e às vezes acaba construindo uma linguagem muito distante daquela linguagem “idiota” que nos ensinam diariamente.
Devo todas estas digressões “Cult” ao filme “Feliz Natal”(2008) do estreante na direção de longas, Selton Mello, que além de brilhante ator, tem a excelente qualidade de não ter medo de ser “Cult” ou de ser taxado de “Cult”, talvez consciente de que isto representa uma atitude contrária as padrões quase que débeis mentais, estabelecidos pela indústria cultural e seus donos. A consciência ou não desta atitude pode gerar uma “atitude Cult” que à vezes significa um experimentalismo formal excessivo, uma trilha sonora chata e autoral demais, mas quase que sempre com bom resultado no tal. O filme em si, é um bom roteiro e uma boa direção, ajudados pelo desempenho sensacional dos atores que transforma algumas cenas
segunda-feira, 4 de maio de 2009
EDEN A L'OEST
Aproveitando o 0800 do Cinefrance, para ver o atualísssimo " Eden a l'oest" do afamado diretor Costa-Gravas e reatar minhas relações com esta arte caríssima hoje que é o Cinema. Não está no primeiro time dos filmes do cineasta greco-frances, como por exemplo Z, Missing e Amen, mas é um filme interessante, no qual o destaque não é o trabalho dos atores ( longe disto) e muito menos o roteiro, que é fraco e muitas vezes resvala para a caricatura e a comédia. Mas ainda asssim o filme vale pela denúncia, que é o seu pano de fundo, ou seja, como é (mal na maioria das vezes) tratado o imigrante ainda mais neste dias bicudos. Há imagens muito boas no filme, especialmente em seu começo e de um modo geral há algo no Costa-Gravas que salva seus filmes do ridículo - bom comportamento é uma exceção, o que dá um toque de realidade. É um filme atual e bem melhor que o último " O Corte" em que também o diretor pega um tema atual, mas a estória que ele cria em cima é meio sem pé nem cabeça.sábado, 2 de maio de 2009
OS FUZIS
Aproveitando a TV Brasil, Re-vi "Os fuzis", que é um filme de 1964, do diretor Ruy Guerra, e que é considerado um marco do chamado "cinema-novo" brasileiro. Algo de muito novo no filme, é o seu caráter realista, no qual o povo do sertão nordestino é apresentado de forma pouco romântica, quase que bestializado em sua inércia diante da seca, da fome, da violência das armas, esperando o milagre do boi. Um pouco datado na história, o filme traz um discurso político direto, e apresenta bons desempenhos principalmente do Atila Iório, da Maria Gladys e do Nelson Xavier. Acho interessante esta contraposição de discurso, com aquela imagem romântica do camponês heróico, lutador e que vai ganhar as mentes da intelectualidade após 1964. Acho que o Glauber Rocha fica no meio desta caminho, aproximando mais o tipo cangaceiro, e o tipo capanga do povo comum. Aqui neste "Os fuzis" o povo parece um tipo bem aparteado e incapaz de reação armada, embora ao final haja uma concessão ao materialismo. Não chega a ser empolgante, mas sempre é bom re-ver clássicos, pois sempre se encontra uma nova perspectiva, ainda mais se contrapondo ao que hoje conhecemos.quarta-feira, 29 de abril de 2009
VER-TE-EI NO INFERNO

domingo, 26 de abril de 2009
GOMORRA

Não é nada fácil fazer um filme-denúncia, como este. Baseado no livro de mesmo nome de Roberto Saviano, que transformou seu autor em um perseguido pela máfia napolitana, a Camorra. O filme foi comparado a “Cidade de Deus” o que é um pecado, pois há muita diferença de qualidade entre eles, e Cidade de Deus é bem melhor. Gomorra é realista, mas fica meio desconexo, não conseguindo o diretor Matteo Garrone fazer bem a ligação entre o mundo do tráfico e suas quadrilhas e o mundo dos contratos de resíduos. Falta também algo entre as gerações dos Dons e seus descendentes. O realismo do filme não produz muitos efeitos para nós aqui do Brasil, acostumados que estamos com tráfico de drogas, quadrilhas e contratos lesivos à saúde da população, mas mostra uma realidade indesejável, especialmente em termos de União Européia. Vale a pena dar uma olhada, mas sem grandes esperanças. É um filme apenas razoável, e o livro deve ser bem melhor!
sábado, 25 de abril de 2009
VITIMAS DE UMA PAIXÃO

quinta-feira, 23 de abril de 2009
O AMANTE
"O Amante" é uma produção do diretor britanico Richard Eyre de 2008, intitulado no original como " The Other Man". O título não é sem propósito, mas cuidado que há outros filmes muito melhores com o mesmo título em português. Se puder não perca tempo com este, e desta vez não é pelo Antonio Banderas. Nem ele nem o Liam Neeson tem culpa de um roteiro fraco, do qual é culpado o próprio diretor, que recentemente fez o ótimo "Notas sobre um Escandalo", mas que neste filme conseguiu fazer personagens e estória sem pé nem cabeça, em que nenhum dos personagens ( e não os atores) consegue ter alguma plausibilidade em suas condutas e o filme além de ser fraco como entretenimento não faz nenhuma discussão ou reflexão sobre a verdade, a mentira, a traição, e para falar a verdade sobre nada. Totalmente dispensável e cuidado com o trailer- não se deixe enganar como eu.domingo, 19 de abril de 2009
TERRA VERMELHA
Em homenagem ao dia de hoje, solenemente esquecido pela grande mídia e sociedade em geral, como o próprio índio, assisti " Terra Vermelha" uma produção ítalo-brasileira de 2007, do diretor Marco Bechis com roteiro do próprio e mais de Luis Bolognesi, brasileiro, marido da cineasta Lais Bodanski e roteirista do elogiado "Bicho de Sete Cabeças" e "Chega de saudades". O título original em italiano seria talvez melhor traduzido por " A Terra dos homens vermelhos", mas em Inglês é pior: " Birdwatchers". O filme tem algo de muito bom: desde o começo fica claro que não se trata de uma visão romântica e nem estereotipada. Penso que eleger um dia para comemorar o índio é meio que reconhecer o enorme genocídio físico e cultural que fizemos, e quando o dia cai no esquecimento é meio que reconhecer o sucesso desta "solução final". Durante anos nossas escolas fizeram nossas cabeças criando uma imagem de índio estigmatizado e folclorizado e com isto não conseguimos nos reconhecer como índios. O filme mostra entre outras coisas, que continuamos matando o índio dentro de nós e o que é pior, fisicamente também. O filme mostra as desventuras de uma comunidade Guarani-Kaniwoá tentando uma retomada de terras próximo a Dourados no Mato Grosso do Sul. A (im)possibilidade desta retomada, especialmente do ponto de vista cultural ( tipo- não há mais possibilidade de viver de caça e pesca) poderia ser uma razão para os suicídios, mas o filme traz componentes metafísicos e religiososque complicam um pouco esta questão. Um bom entretenimento e meio de reflexão, para nós que somos índios, embora longes daquela imagem estigmatizada e folclorizada que se "comemora" em 19 de abril.

