domingo, 22 de dezembro de 2019

O  O que eventos como a morte de Jonh Kennedy ( 1963), O assassinato de Jonh Lennon ( 1980 e o brutal homicídio de Sharon Tate (1969) tem em comum @ Momentos diferentes em que ícones de uma certa " juventude" na política, na cultura e no entretenimento, são questionados, como no despertar de um sonho, cujo contexto ao mesmo tempo que os formara os destrói. Jonh Kennedy não conseguiu desligar o seu " novo" do contexto formador, católico, irlandês, e mafioso que o impulsionou e depois destruiu. Jonh Lennon tentou em vão, se descolar da imagem de profeta do novo e das incompatibilidades com a realidade que acabaram por levar a sua morte e Sharon Tate criada no contexto de um entretenimento que sempre flertou com a violência, não escapou desta. É uma das muitas leituras do filme " Era uma Vez em Hollywood " no qual Tarantino, ajudado pelas excelentes atuações do Leonardo Di Caprio, um decadente e inseguro caubói que acaba fazendo faroestes italianos, do inseparável Brad Pitt, uma espécie de sancho pança e a bela Sharon Tate são vitimas de uma indústria violenta, conforme diz uma das seguidoras de Manson em surto de ácido...
Como já antevera Easy Rider ( e a acidez de Tarantino não poupa nem Dennis Hopper ) aquele sonho era muito localizado e não conseguiu romper as raias de um segmento da juventude de classe média que se recusou naquele momento a ser burguesa.....

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

O Irlandês

Resultado de imagem para o irlandes estreia netflix

Uma excelente produção da Dupla Scorcese\De Niro, como aliás, de hábito......Talvez seja um dos projetos mais documentais, com vários indicativos dos acontecimentos terminais com os personagens. Pensei logo em Jessé de Souza, e no quanto idealiza-se uma cultura ocidental, racional e capitalista, sem o flerte óbvio da elite, ainda originalmente imigrante, com o Estado. A chama política está bem presente, em Hoffa ( magistral trabalho do Al Pacino, para variar ) e nas imagens com Kennedy.....Há muito no filme de bom, desde a analogia do soldado na guerra com o "pintor de paredes" da Máfia, ambos obedientes e pouco questionadores.....um excelente filme pa recomeçao o blog que já teve vários recomeços, e agora entrará firme de 2020....

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Paulo Gracindo - O Bem Amado
Paulo Gracindo-o Bem amado, é um documentário-homenagem feito por Gracindo Junior em 2008. O filme cumpre muito bem os dois papéis- retrata o fabuloso ator e o homenageia com diversos depoimentos de outros monstros da dramaturgia. Fica uma espécie de vazio, pois embora existam ainda grandes atores e até em formação, o teatro e o rádio cada vez são menos veículos deste trabalho árduo e é difícil ver grandes atores nascidos diretos do cinema ou da TV- ou não ? Maravilhoso re-ver a batalha entre o primo-rico e o primo-pobre e Odorico Paraguassú entre tantos tipos do imaginário popular. Vale muito.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


   Para retomar o Kinokonversa, um grande filme brasileiro, "Luz nas Trevas", roteiro original de Rogério Sganzerla, adaptado e dirigido por Helena Ignez. Coincidência a situação de violência em São Paulo.O filme é uma continuação ( no bom sentido) - melhor dizendo, uma adaptação do cultuado " Bandido da Luz Vermelha", que volta a meu ver, muito melhor que o original- menos hermético, menos fechado, mais sarcástico e atualíssimo. O bandido da luz vermelha ( vivido aqui por Ney Matogrosso) sai da prisão para o existencialismo, enquanto seu filho " Tudo ou Nada  " cai na criminalidade, obcecado por roupas . Tudo poderia ser simples, mas não é, o filme faz colagens com o original,   dialoga com o cinema novo frances e o brasileiro e traz participações prá lá de especiais da " intelligentsia" paulistana ( Arrigo Barnabé, Bortolloto, Cacá de Carvalho, entre outros). Poderia ser um simples " Polícia x bandido" mas é muito mais e melhor. O resultado é muito bom, divertido, e melhor que tudo, entendível pelos mortais mais simples. Não sei se o Rogério estivesse vivo gostaria, mas dá prá entender um pouco mais a violência nossa de cada dia.
Reativando o blog em nova fase, digamos mais sociológica, paralela ao curso de ciências sociais que estou prazerosamente fazendo na UERJ.

domingo, 4 de abril de 2010

ÚLTIMA POSTAGEM

A partir de hoje estarei postando não apenas impressões cinematográficas, mas sobre tudo no blog Cardo do Meier http://cardo-meier.blogspot.com/

para onde foram transferidos os arquivos e comentários

sábado, 27 de março de 2010

FAVELA RISING


"Favela Rising" é um documentário norte-americano de 2005 sobre a experiência do Afro-Reggae em Vigário Geral, centrado na figura de um de seus líderes , Anderson, e muito focado na idéiada contra-opção ao tráfico. O documentário é interessante pelas cenas que revela, sem dúvida, mas não é tão aberto em termos de uma visão mais ampla da própria comunidade. É um tema interessante, porque a favela de hoje não tem mais aquela aura que tinha na década de 60, de comunidades de pessoas de origem semi-rural, com estrutura econòmica miserável. Muito interessante e aguardado o trabalho que está sendo desenvolvido pelo Cacá Diegues, um dos cineastas de "Cinco vezes Favela" e que agora coordena cinco produções feitas pelos próprios moradores de favela. Falta muito esta imagem produzida pelos próprios. De qualquer jeito, é interessante ver o que os diretores Jeff Zimbalist e Matt Machory desejam mostrar, tirando um certo ar meio triunfalista e até sobrenatural que fica um pouco presente e que a meu ver prejudica um pouco a amostragem sem prejuízo do quanto de bom isto pode resultar para o projeto.

domingo, 21 de março de 2010

FÜHRER EX

Um bom filme alemão de 2002, de Winfried Bonengel, estrelado por Cristhian Blummel e Aaron Hildebrand, ambos com mais experiência televisiva, sendo que o filme tem a grande sacada de não procurar explicações e sim mostrar como o nazismo ainda estava vivo,nas décadas de 80, 90 e até hoje em manifestações que nada tem de apenas alemãs, Há uma certa violência subjacente nas relações, que faz o filme pouco confortável, Derruba-se o muro e muito pouco muda....Vale a pena dar uma olhada, é menos faccioso que " A Onda" e um pouco mais inteligente, talvez por ter menos pretensão....

sábado, 20 de março de 2010

O HOMEM ERRADO

Não havia visto  até hoje este bom filme do Alfred Hitchcock, "The Wrong Man" (1956) com um excelente desempenho do Henry Fonda e da Vera Miles, como um casal mediano que é vítima de um erro policial e judicial baseado em um reconhecimento equivocado. O tema de falsos julgamentos e suas consequencias é forte para alguns ( para mim , sem dúvida) e o trabalho dos atores e a direção só ajudam. Há uma cena clássica de direção de fotografia na cela da prisão. É algo incrível como Henry Fonda faz bem  o soldado,  o mocinho de faroeste e o homem comum, como neste filme,  sem deixar sua presença sobrepujar o representado. Há uma leitura deste filme que o aproxima de uma tentativa neo-realista de retratar Nova Iorque dos anos 50, o que realmente o filme faz bem. Acho que gostei porque foge um pouco do estilo  de suspense Hitchcockiano, que raraz vezes cai bem , no meu gosto ( sem deixar de assinalar que o cara é mesmo um mestre ). Valeu !

sexta-feira, 19 de março de 2010

DA CAMA PARA FAMA

"Da Cama para a Fama" é o título que arrumaram em português para " Torremolinos 73" , um filme espanhol, roteiro e direção de Pablo Berger, de 2003, estrelado pelos bons atores espanhóis Javier Camara e Candela Peña, além do ator dinamarquês Mads Mikkelsen ( um papel de menor expressão ). Trata-se de um misto de comédia ( há boas cenas engraçadas ! ) e drama, envolvendo questões como o machismo, e também uma certa homenagem ao cinema de Ingmar Bergman, pois o filme é uma co-produção Espanha e Dinamarca. Não chega a ser uma obra de arte, mas diverte e passa bem, sem a estupidez reinante no espetacular mundo de hoje. Legal !

domingo, 14 de março de 2010

INIMIGOS PÚBLICOS

O filme " Inimigos públicos" (2009) de Michel Mann, é exatamente o que o cartaz anuncia, um filme de ator, no caso , o Jonhy Deep, que como sempre dá um show de interpretação, fazendo o papel do assaltante de bancos Jonh Dillinger, que gozava de grande popularidade nos EUA na década de 30. É certo que o diretor é especialista em filmes de polícia e bandido e que há muitas boas interpretações secundárias como por exemplo o Cristhian Bale e a Marion Cotillard, mas o filme é o Jonhy Deep. Tem duas cenas muito absurdas que estragam um pouco a veracidade do filme, mas nada que se possa deixar de recomendar o mesmo, como uma boa distração com bons desempenhos de atores. Para quem gosta de saraivada de balas !

sexta-feira, 12 de março de 2010

DISTRITO 9

"DISTRITO 9" ( 2009) é um bom filme de ação e de ficção científica, do sul-africano Neil Blomkamp, que tem muita bagagem na área de efeitos visuais. Não se trata muito da minha "praia" mas o filme é recheado de analogias e metáforas sobre segregação, discriminação, o que o torna sem dúvida, mais interessante. Não é um filme de atores, mas apresneta uma boa direção e o estilo meio documentário meio jornalístico do início é um dos pontos altos, antes do filme se tornar efeitos e ação. Acima da média dos filmes de mesmo estilo !

quarta-feira, 3 de março de 2010

O DESINFORMANTE

 
O título em português não ajuda muito o filme, que foi uma agradável surpresa. É a estória de um executivo de uma grande firma, que acaba se envolvendo com espionagem e o FBI. O roteiro e a direção conseguem produzir um filme que prende sua atenção e te surpreende, afastando-se do que parece ser um trailer de denúncia ou até mesmo um filme de humor, para se constituir em um quase drama de caráter subjetivo, na área das compulsões. Não acho o Matt Damon um grande ator, mas pouca diferença faz, pois não é um filme de ator. desta vez o Steven Sorderbergh depois dos sofríveis "Não sei que de uma garota de programa" e "Che" consegue acertar na mão. A pesquisa sobre o roteirista "Scott Burns" revela que o mesmo também foi o roteirista de "identidade Bourne" ( nada posso falar porque não vi) mas pela amostra deste filme, entende do riscado. valeu !

sábado, 27 de fevereiro de 2010

BASTARDOS INGLÓRIOS


Tive certa dificuldade em entender "Bastardos Inglórios" ( 2009) do Quentin Tarantino. Acho que ele tentou fazer uma "brincadeira" ( sem nenhum sentido pejorativo na palavra) com colagens e referencias de outros filmes, enrolando o cinema alemão da primeira metade do século com o nazismo e questões temáticas de difícil solução. A chave para mim foi a adoção, por exemplo do nome de "Stiglitz" para um dos mais violentos ( trata-se do nome de um dos pais do cinema norte-americano). Há várias referências ao cinema alemão, e filmes de faroeste. Não é um filme ruim, tem bons atores, o Brad Pitt está muito ruim, mas o Daniel Bruhl ( de Adeus Lênin está bem e o Cristopher Waltz, que faz o coronel Landa está ótimo mesmo,como todos reconheceram. Porém o filme é hermético demais, inacessível para os que não detém os códigos sobre os quais é construído e que soa um pouco bobinho, tipo sessão da tarde,sem esta compreensão antecipada,  dá prá ver, mas está longe do Tarantino de " Pulp Fiction" ou " Cães de Aluguel" onde além das costumeiras referencias, há outras bem mais acessíveis aos comuns dos mortais

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

SALVE GERAL


Fechando fevereiro com mais um bom filme nacional, "Salve Geral" ( 2009) de Sérgio Rezende, de quem me recordo com destaque por exemplo, do "O Homem da Capa Preta" e "Guerra de Canudos". A partir de um roteiro que não é lá estas coisas, pois parte de uma víuva, professora de piano que de repente, se envolve bastante com o PCC ( o Partido do Comando da Capital) orgnização criminosa de São Paulo, que provoca uma imensa rebelião e confronto com a polícia ( inspirado em fatos reais recentes), o diretor consegue construir uma boa e envolvente estória de ação, sem mocinhos e com muitos bandidos, mostrando ao mesmo tempo um pouco da realidade do sistema carcerário e da sociedade envolvida com o crime de perto. Com um excelente elenco com nomes pouco conhecidos e quase todos oriundos do teatro, e com o destaque da Denise Weinberg, excelente no papel de "ruiva" e com a competência habitual da Andréa Beltrão, o filme[é uma excelente representação do cinema brasileiro.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BESOURO


O filme "Besouro" (2009) de João Daniel Thikomirof, é uma produção nacional que conta a estória do capoeirista "Besouro", um ícone, e que traz em seu conjunto muita simbologia das religiões afro-brasileiras e sem dúvida alguma da luta pela afirmação do negro na sociedade brasileira. É um bom filme, com atores e atrizes novos, que traz algum apuro técnico na direção e na fotografia, com a utilização de imagens em movimento. Pessoalmente acho que há algo na cor que prejudica o aspecto histórrico do filme, que se passa na década de 30 no reconcâvo baiano, mas sem prejuízo para o conjunto do filme, que para mim é melhor pelo seu caráter simbólico. Na comparação com "Cafundó" que tem alguma semelhança, este último é melhor com exceção do caráter político, que no final é o que sobressai mais de "Besouro". É óbvio que é imperdível
até pelo ineditismo de tais produções.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O PSICOLOGO (SHRINk)

O filme "Shrink" ( 2009) traduzido para "O psicólogo" é um dos bons produtos independentes do festival de Sundance de 2009. Dirigido por Jonas Pate, com roteiro de Thomas Moffet, o filme fala sobre perdas e é focado no personagem principal, um psicólogo cuja mulher se suicidou. O grande barato do filme é a atuação (sempre) primorosa do Kevin Spacey, que dá um show, e conduz a estória do filme para cenas divertidas e alguma reflexão ( não muita) sobre o processo de perdas. Há outras boas atuações, de atores novos, como Jesse Plemons (que faz Jesus, o fornecedor de maconha) e Dallas Roberts (que faz o produtor com complexo de limpeza), além das belas Keke Palmer e  Saffron Burrows,sem contar o sempre engraçado-triste Robin Willians em participação especial. É um filme sem pretensões maiores, mas que diverte bem e merece ser visto.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

PESADELO AMERICANO

"Pesadelo Americano" ( American Gun, 2006) tinha tudo para ser um grande filme - um tema interessante a partir de um dos muitos atentados em que adolescentes matam diversos outros, na escola, de posse de arma de fogo - bons atores, em especial Marcia Gay Harden ( ótima) Forrest Whitaker e Donald Sutherland e mesmo Tony Goldwyn. Mas o filme de Aric Avelino não consegue fechar as estórias nas quais é estruturado e fica meio que sem sentido. Apenas a estória do Forrest Whitaker faz algum sentido e as demais ficam boiando e o espectador frustrado esperando algum final melhor, que infelizmente não vem.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

DISTURBIOS DE PRAZER


"Distúrbios de Prazer" é a tradução arranjada para " Dowloading Nancy" filme de 2008, do diretor Johan Renck, que é um dos mais conhecidos vídeo-makers de musicais e faz um filme difícil, estrelado e bem apoiado no bom trabalho dos atores Maria Bello, Rufus Seweel e Jason Patric, sendo que os dois primeiros oriundos das series Televisivas e o último já mais tarimbado. Todos estão muito bem. A dificuldade do filme é que o tema é espinhoso, trata de asssuntos como infelicidade conjugal, prazer e amor, e resvalam sempre no caricato e no clichê. Porém acho, que no final, o filme consegue ultrassar este risco e apresetar bem o enredo. Outra coisa interessante é que apesar de não ser linear, o que já é bem característico da nova forma de exposição visual, também não é confuso, fica claro o que e como aconteceu. O filme é bom e o diretor promete vôos maiores tambem no cinemão.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

DOCES BÁRBAROS

Assisti ( na verdade re-vi) ontem na TV Brasil o filme " Os Doces Bárbaros" um documentário do Job Tom Azulay de 1976, que foi remasterizado e tudo o mais,e tem, sem dúvida, um grande interesse. Passados mais de trinta anos, é interessante ver o conjunto de ensaios e shows reunindo Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Gilberto Gil, entremeados de outro interessante documentário sobre a prisão do Gilberto Gil por posse de maconha no show em Florianópolis. Ainda influenciados por idéias oriundas da contra-cultura e uma estética e "ideologia" caracterizada como " hippie", o filme compensa com suas imagens um som ainda deficiente. Imperdível no aspecto da história da cultura, da arte e da música. Valeu muito !